quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Traballho por projetos: Uma reflexão


O aspecto que eu considerei mais importante foi o que o autor Nilson José Machado chama de "certeza da dúvida".

Quanto aos autores da linha do tempo apresentada destaco Kilpatrick  par quem "as atividades escolares deveriam partir de problemas reais, do dia-a-dia do aluno, rompendo dessa forma, com as barreiras entre as diferentes áreas do conhecimento", o que é uma ideia avançada ainda hoje como muitos ainda veem as disciplinas como estanques, fragmentadas, como um fim nelas mesmas.Quanto a Montessori tenho uma admiração adquirida na prática da minha atividade docente durante 18 anos na Educação Infantil onde a teoria montessoriana sempre teve lugar privilegiado e o uso do material desenvolvido por ela permite que concorde que "a criança pequena pode ser um amante do trabalho, do trabalho intelectual,escolhido de forma espontânea, e assim, realizado com muita alegria.". Meu filho passou por uma escola onde o que as crianças chamavam de "sala de Montessori" era um dos espaços que ele mais gostava e como isso influenciou sua formação. A partir do material pude desmistificar a ideia de que o pensamento "matemático" é um empecilho à criatividade e outros "mitos" do gênero.

Nas reuniões na escola o "fatalismo" de alguns colegas sempre me incomodou ou até irritou.

Na minha opinião o espaço para discutir um projeto é uma abrir portas para o novo, sem descartar experiências passadas, bagagem prática ou teórica, mas dar oportunidade ao que chamamos de "brainstorm" (algo como tempestade cerebral) que nada mais é que deixar que as ideias fluam livremente e depois numa outra etapa,sistematizá-lo ou mesmo descartar e sugerir outro mais adequado.

É fundamental dar espaço para a diversidade, para a criatividade e para a ousadia. Dai nascem grandes ideias que se transformam em grandes projetos.

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